segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Carta selada sem remetente nem destinatário.Para quê nomear...-nos, para "quem" as didascálias se sabemos do que se escreve e se sente...

...em noites de lábios solitários. gretados pelo frio. mordidos pelo frio. cortados pelo frio. inflamados e ardentes por causa do frio que os feriu. ruborizados pelo vermelho do cieiro pegado por causa do frio que os feriu. a culpa é tão somente do frio que os feriu. que rasgou a cinzel os lábios. a sua única companhia. uma escultura fendida nos lábios, difícil de cicatizar. em noites escuras, cegas e perdidas sob os luares semi-cerrados, difusos, apagados, deixados ao relento e esquecidos no asfalto, molhado e tombado e estilhaçado, como a folha caduca*

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Acordei sozinha na minha cama.
O enrugado dos lençóis recorda-me que aqui estiveste, não num sonho, mas na duração dele.
Na minha pele os vergões e as marcas do teu sentimento. A dor convertida em prazer, ou vice-versa, já nem sei. Lembro-me de lhe chamares Amor.
Dizem que o Amor é cor-de-rosa, mas partiste, como fazes todos os dias, vestindo as tuas tuas calças, terminado o teu cigarro, deixando bem claro que desconheces a data da próxima visita.
E mesmo assim chamas-lhe Amor.
Sabes, não aguento mais. Não suporto os intervalos, nem os momentos de espera que apenas fazem funcionar as memórias de ti, e que nem sempre te favorecem.
Não imaginas como o limite está próximo, como todos os confortos que me abraçam, toda a atenção que recebo dos homens que me desejam, são um tão grande nada, se simplesmente não te tiver.
Por isso escuta.
É urgente dar vida ao Amor com que me atrais e atraiçoas ao mesmo tempo, porque ele esmorece e morre se se lançar de um prédio. E com ele, toda a vida em mim, para Sempre.
Preciso de ti.

Da tua,


luísfrancorebello
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*que apenas por piedade, sem reverência nem troça, veio cair a meus pés.
seria suposto beijá-la, em jeito de gratidão, mas estou sem lata para cinismos e hipocrisias nem para certo tipo de gestos lamechas. por isso, decidi pisá-las. esgamá-las.

Se eu gostasse do meu pescoço...

tenho a ideia de nunca ter gostado do meu pescoço. nunca. nunquinha. a memória mais recuada que guardo reporta-se, pelo menos, ao dia em que assisti à espectacular e miraculosa aparição - revelação de mim própria e para mim mesma, o dia em que tive a consciência de que existia, enquanto ser pensante-actuante. momento em que tive a consciência da minha própria existência "meta-física". tão real, tão concreta, tão corpórea e material quanto irreal, abstracta e imaterial. verdade de lapalisse. a partir desse momento de refulgente aparição dialéctica nunca mais gostei deste empecilho que se atravessa a meio de dois caminhos que se queriam directos, sem entraves, sem obstruções. dois caminhos que se queriam confluentes numa auto-estrada desprovida de portagens. sem bloqueios. sem espaço de paragem obrigatória. na melhor das hipótestes seria apenas admitida a utilização da via-verde. apenas com via-verde, verdinha. permissiva. veloz. fluida. directa. linear. dinâmica. straight on. semelhante aos travellings de scorsese. não me importava mesmo nada. lançava logo uma petição caso alguém desse ouvidos a esta minha brilhante e sugestiva invenção. patenteada. uma auto-estrada onde só fossem permitidas viagens vorazes, alucinadas, impensadas, impulsivas, despidas e ardentes. de luas e para luares vociferantes de desejos e ensejos. com excessos de velocidade e altamente transgressoras de regras, códigos de estrada e de condução. uma auto-estrada cujos custos e facturas, ainda que pesadas, seriam debitadas e constatadas e pensadas só lá para o final do mês, quando já nem ninguém se lembra, ou finge não se lembrar, da tal viagem obrigatoriamente tresloucada e insana. restritamente direccionada para aqueles que querem levar uma vida errante. errada... aqueles que se vêem obrigados a passar pela auto-estrada a alta velocidade, cortam os vórtices das rotundas e trilham estradas oblíquas. porque são intrinsecamente anti-portagens, anti-paragem, anti-semáforo-vermelho, anti-bloqueio, anti-paragem. porque a paragem impele ao pensamento, os errantes não gostam de pescoços. os flâneurs errantes não gostam do seu pescoço. é um facto. o pescoço é um empecilho. porque estorva, porque incomoda, porque obriga a parar. obriga a pensar. mas por que raio há-de o pescoço situar-se logo no meio. e a meio. entre a cabeça - lugar sagrado do meu thesauros. dos meus pensamentos e sentimentos. e o corpo - templo dos meus sentidos, desejos e intentos. por que se atravessa no meio. interrogo-me. e ao meio. por que razão não há-de unir. por que razão há-de separar e bloquear estes dois caminhos que se queriam transitáveis e de alta voltagem. porque nem medeia, nem liga, deveria ser despedido, dispensado. porque não cumpre a sua função deveria ser dispensado. má patroa não sou. porque se fosse poria mão firme nos meus empregados. nem uma merda de pescoço sou capaz de demitir. é um empecilho. um estorvo que se atravessa mesmo no meio. que pára e quebra o ritmo . vive no absentismo. contra-producente. entre a razão e o sentimento. entre o corpo e pensamento. entre os sentidos e o sentimento. neste rail que dilacera e separa dois caminhos. que se atravessa à minha frente no meio de uma viagem que se queria directa, de trânsito livre. e pior. o mais grave, corrijo: se quero apenas ver a minha cabeça, ao espelho, aparece o pescoço à laia de emplastro, se quero apenas ver o corpo... lá aparece ele, inevitável e irremediavelmente, sem dó nem piedade. mas este empecilho, esta portagem abrupta, que se me intercepta e me obriga a pensar no caminho que quero tomar. na direcção. no rumo que devo ou tenho que querer. mas que nem sempre desejo. seguir. qual o lugar que quero fazer do meu destino. fatal.?. por que é o pescoço se atravessa aqui... a meio?. por que me obriga a parar. a pensar. exigindo uma cobrança. antecipada. pago o meu caminho, antes de chegar ao destino?. sem saber se ficarei satisfeita com o serviço da concessionária. como se já não houvesse motivos suficientes para desviar o meu percurso, a rota dos meus sentidos, emoções, viagens alucinantes de prega fundo, mete a quinta, arranca e não pares, mesmo sendo um smart jeitosinho, pequenino, e que não passa dos 120km/h... indicado para um prossível embate, portanto. por que raio se me há-de aparecer neste caminho este empecilho chamado pescoço. sobre o termo, feio como tudo, nem vou falar para não me deprimir ainda mais. sobre as respectivas linhas, relevos e formas nem me vou delongar para não me deprimir mais...ainda. o pescoço nada mais constitui do que um limbo. ponto de paragem obrigatória de incertezas. de credos. de crenças. de medos. converte-se num lugar cuja toponímia nem surge no mapa dos meus sonhos. profanos. é isso mesmo: um limbo de incertezas e de dúvidas que nos impele às dúvidas titubiantes, quando se exigia a urgência de uma resposta. de uma decisão. a culpa não é do meu pescoço, creio...quero e tenho feito esforços, bem sucedidos diga-se de passagem, para interiorizar esta ideia ou evidência. a culpa é da localização da anatomia geográfica do pescoço, sito na escalvada travessa do meio, n.º 2 andar, entalado entre o 1º e o 3º. entre o sagrado aurático e apolíneo e o luminoso báquico ultra-profano. nome feio: o meio. nome feio: o pescoço. muito feio. se se situasse nos gémeos, glúteos, trícipes, omoplatas, calcanhares ou planta dos pés, nunca...mas nunca, ninguém se lembraria dele. ou muito raramente. maldito platão que inventou esta merdice do dualismo antroplógico. se não lhe encomendei o sermão, por que raio hei-de ser eu a pagar a factura. maldito platão, maldita filosofia, se não existissem eu seria e viveria muito mais feliz, sem quaisquer complexos em relação ao meu estrangulante, asfixiante, sufocante e monolítico pescoço.


- se eu gostasse do meu pescoço pedia ao meu amor que me beijasse como gary cooper, na cena d' "a visita". assim. tal e qual. epor momentos seria como ingrid bergman...

-se eu tivesse o pescoço pequenino, discreto e mimoso, nem me lembraria dele, e fazia, e vivia como aquela cantora pop meio-doida, meio-gira, meio-irreverente, meio-tresloucada chamada pink.

Rascunhos para amanhã:

-se eu gostasse do meu pescoço;
- o café buondi, os pacotinhos de açúcar, o chá em londres e o meu ex, meu salvo seja. a última catarse;
-os dias no porto, o fim-de-semana em lisboa e o fosfato do defunto no buffet da fcg;
-os preparativos para se cantar as janeiras:);
- a menina que já não dança;
-figura de corpo presente;
-a wishlist de novembro;
-a urgência de gastar palavras, em novembro;
-a derrota da u.d.l. em casa frente ao marítimo . desgraça total. transfigurei-me;
-a próxima quarta-feira e o lufa-lufa que me espera;
-deadline: dezembro - o projecto vs natal;

-ai...!

-ui...!
-mãos na obra e mãos à obra - dia de alturas e de poeira- literalmnte!
-fade in. agenda;
-xii acaso;
-ccb quarta-f. / ligar beija-flor!
-exchange dance festival;
-w. dança;
-cpf -resultado;
-w. cpc;
-mnac;
-mg;

-fbal - ui!
-:)))))))))))))))));
-algodão doce;
-chocolatinho vaso-dilatante :);
-aniversário da elsa. da patrícia. da natacha. do mano. da lude. e... [nem me quero lembrar];

-contenção nas despesas;
-fcsh. prof.;
-bn;
-porto. cpf;
-artigo in;
-ccb quarta-feira;
-op art sexta-feira;
-anti-estamínico para a urticária provocada pela agenda;





domingo, 4 de novembro de 2007

A ti, que mendigas

ofereço as migalhas que restaram do meu sábado enquanto me fujo para o domingo.
não é uma esmola. é, antes, a falência do meu sentimento e a miséria da minha coragem. fugir é mais cómodo, furar-vidas é tentador, enriquecer à pala das palavras de um ardina de sonhos é muito fácil e para parir pérolas no cu de (um) judas qualquer nem preciso de um mapa mundi - pode ser já ali, ao virar da esquina.
se continuas a recusar este meu modus-ultra-vivendi, continuarás a mendigar e a viver das migalhas que me sobejaram(?). não fosse a minha cobardia ficar-me tão bem queria ser como tu. rica. em quê?. em tudo. que nada tenho.



penúria.

sábado, 3 de novembro de 2007

______. minusculamente [trans]escrevo uma resposta possível em letra tímida


"[...] Sou um homem privilegiado, ouço o mar ao entardecer, que mais posso desejar?
E no entanto, nem estou alegre nem apaixonado, nem me parece que esteja feliz.
Escrevo com um único fim: salvar o dia."

Al Berto

"Ceci n'est pas une" femme ou poupée dans sa chambre, ceci n'est pas ewan, ceci n'est pas la curiosité ou la peure. ceci n'existe pas...




.Ewan McGregor - Dollhouse Disaster 2.

David LaChapelle


.ceci est seulement une image.
plastique. une création artificielle.

"Vais estar à minha espera quando regressar? Responde-me apenas 'sim', com um sorriso! Estou a chegar. Esperas-me?"












.Holiday, 1938.
George Cukor


O meu Janeiro!! O meu Janeiro aproxima-se a um ritmo galopante!! Uma incógnita... um futuro mais-que-perfeito, mais-que-incerto, mais-que-tudo, mais-que-o-meu-contentamento, é o nosso segredo beija-flor! Entretanto, e não contendo a felicidade desavergonhada que em mim fervilha por vê-lo chegar, regressar, começo já a treinar os flick-flacks para regozijo do meu Janeiro. A minha vidinha - "nova em folha". "Só para Janeiro. Eu espero.Esperando-te.Sorrindo-te:). A resposta... é SIM!!"

Gosto&Desgosto#5

gosto:

daqueles que têm a ousadia de viver na luxuriante e vertiginosa pent-house ou na bancarrota dos excessos. dos destemidos que decidiram viver a vida a preto e branco, prescindindido do insípido cinzento. cinzentinho. dos que precisam de viver a vida in extremis para se sentirem vivos e recusam "levar uma simples vidinha" - cinzenta - e orgulhosos da sua avidez quase-diletante, enchem os pulmões do oxigénio das peneiras rejeitando a cobardia de viver a tal vidinha por uma questão de comodidade e preguiça.


irritam-me muito. e por mais que tente... não consigo compreender:


aqueles que apenas se lembram do preto e do branco como cores. e que na verdade nem cores são!. porque o cinzento também constitui a paleta de cores, há que o ter, também, em consideração. a moderação e a ponderação é a melhor apólice de vida. é bem mais seguro. é bem mais sensato. é bem mais... qualquer coisa de positivo... julgava/desejava/ou queria eu...

Gosto&Desgosto#esqueci-me...!

gosto:

dos amigos inteligentes que compreendem que eu não sou assim. e não sou isto. e que a minha vida não é assim. e que a minha vida não é isto. e que eu não sou assim. e que eu não preciso disto.

decepcionam-me:


os amigos burros que pensam que eu não sou assim. e não sou isto. e que a minha vida não é assim. e que a minha vida não é isto. e que eu não sou assim. e que eu não preciso disto.

Gosto & Desgosto#4

tempos ouve em que me deu voltas à cabeça e até gostei da sensação. achava-lhe graça:

escrevo sobre o menino presunçoso que me enviava e-mails julgando-se o destinatário dos posts mais sentimentalóides e melancólicos,
porque acreditava que o meu coraçãozinho latejava ardentemente de amores e de saudades, quando, na mais pura e dura furjisse, foram inteira e alegoricamente dedicados à minha mia.


já não tem graça nenhuma e neste momento só me dá voltas ao estômago:

escrevo sobre os e-mails enviados pelo menino presunçoso que continua a julgar-se o destinatário dos meus posts mais sentimentalóides e melancólicos, estupidamente convencido de que o meu coraçãozinho ainda lateja ardentemente de amores e de saudades, quando, na realidade, são inteira e verdadeiramente dedicados à avó ema, e/ou, à minha mia.

Gosto & Desgosto#3

há quem goste:

do menino que come a lua e vomita estrelas. salpica de claridade um quarto que se queria para dormir, profunda e serenamente, deixando assim, de olhos cegos e apagados os flâneurs noctívagos. [o oftalmologista diz que se trata de uma patologia aguda clinicamente designada de alucinação glaucomática. eu, que nada percebo de ciências médicas nem tenho qualquer interesse em vir a perceber, chamava-lhe outra coisa...


há quem odeie:

o menino que come a lua e vomita estrelas. salpica de claridade um quarto que se queria para dormir, profunda e serenamente, deixando assim, de olhos cegos e apagados os flâneurs noctívagos. [o oftalmologista diz que se trata de uma patologia aguda clinicamente designada de alucinação glaucomática. eu, que nada percebo de ciências médicas nem tenho qualquer interesse em vir a perceber, nada tenho a acrescentar, - nem devo! -, nunca se deve refutar o diagnóstico de uma ciência exacta. infalível...

Discurso directo.

nunca gostei da escrita comprida, perfeita, correcta, escorreita, e completa. com princípio. meio e fim. prosaica. directa. inflexível. impermeável. bem estruturada, racionalmente lavrada ultra-clean, hermeticamente moralizada. refastelada e arrogantemente repousada em linhas directas pautadas - coroadas por pontos finais e parágrafos triunfantes. mimesis da escrita clássica que aspirava ser. não é nem nunca será. por isso é intragável. por isso, cai em desgraça.
cola-se-me à retina do pensamento a escrita truncada, sincopada, indefinida, mastigada e enviesada. poética. a da voz embargada, a do pensamento livre. lírico. aberto.e aberto, vagueante e dissonante, de sabor barroquizante, povoada de reticências.pausa., dissidências,.tempo de escuta. renitências e hipérboles... perdida em atalhos sinuosos e tortuosos, escondidos em becos medievos.abruptos., que se confundem no imbricado do casario. denso.interrompido...sob o emaranhado de cabos eléctricos... gosto do casticismo caótico e das ruelas que de mim e para mim me edifico e me perco. onde me abrigo e protejo. onde
, porém, nem sempre me revejo.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Gostos&Desgostos#2

admiro:

certas futilidades.

não suporto:

a futilidade de certas...

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atraem-me:

homens intelectualmente maduros que sabem conservar o surpreendente, impressionante, delicioso, fascinante, imprevisível e saborosíssimo instinto típico dos putozitos reguilas e mimados.


haja [santa] paciência ou já não há pachorra
ou vá de retro!:


homens
intelectualmente maduros que, felizes e contentes, nada sabem da sabedoria-de-experiência-feito. nada mais são do que tristes, irritantes, redutores e entediantes intelectuais intelectualmente maduros, porém... e tão somente.

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acredito:

no manel quando me elogia, porque é dos poucos que apregoa de forma destemida a sua devoção pelo sr. alberto joão jardim. só por assumir a sua imbecilidade e o seu mau gosto acredito em tudo o que diz.



finjo acreditar:

no tito, porque, sendo bloquista, os elogios e adulações hiperbólicas que constantemente apregoa a meu respeito, apesar de serem as maiores inverdades e não corresponderem aos meus decorosos e tristes defeitos, diz com tanta convicção que acaba por me convencer, embora seja, repito, tudo tremendamente falso.


nem dou ouvidos:

aos elogios do zé, porque sendo militante do pcp, só consegue ver o mundo através de uma luneta , negra por sinal, ladeada por duas palas opacas. muito opacas. além do mais, nem ele próprio acredita naquilo que reza. o pobre coitado, ele próprio, consubstancia o princípio da contradição ao não praticar os valores que apregoa. ou seja, ele é a antítese em pessoa. portanto, se ele diz uma coisa, é porque pensa precisamente o contrário. como posso eu acreditar em alguém, - embora já muito pouco convicto dos tais valores e da sua própria existência, verdade seja dita - , finge que acredita e mitiga alguma coisa à procura de qualquer coisa que nem sabe bem o quê... é-o apenas para ser. do contra, também. para ser funcionário público na marinha grande, também. não há pachorra. é que não tenho mesmo paciência. nenhuma. nenhuma pachorra para este tipo de discurso bacoco, que de social e universal tem muito pouco.

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admiro:

pessoas sensatas


não suporto:

pessoas sensatas


admiro:

pessoas pragmáticas


não suporto:

pessoas pragmáticas

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adoro:


aqueles que vivem tão plenamente da matéria de que os sonhos são feitos e de barriguinha cheia vão sobrevivendo e alimentando-se alarvemente do lirismo poético da fantasia, prescindindo da realidade.



detesto:

aqueles que vivem tão plenamente da matéria de que os sonhos são feitos e de barriguinha cheia vão sobrevivendo e alimentando-se alarvemente do lirismo poético da fantasia, prescindindo da realidade.

_________________________________________________________...

acho piada:

aos que assumem que têm cara de pau, sem receio do ridículo e encetam sempre o discurso com a seguinte frase: eu, pessoalmente, acho que, ou então recorrem com frequência a muletas meta-linguísticas germinadas no seio universitário big brotheriano, refiro-me designadamente à seguinte expressão: certas e determinadas coisas, revelando, assim, inconscientemente, a insegurança, deslize e fragilidade da sua própria existência.


sem pio. absolutamente intragável:

aos que assumem que têm cara de pau, sem receio do ridículo e encetam sempre o discurso com a seguinte frase: eu, pessoalmente, acho que, ou então recorrem com frequência a muletas meta-linguísticas germinadas no seio universitário big brotheriano, refiro-me designadamente à seguinte expressão: certas e determinadas coisas, revelando, assim, inconscientemente, a insegurança, deslize e fragilidade da sua própria existência.




O tempo que "desfaço" em época de preguicite aguda ou

o que vasculho quando me ardem os olhos e não me apetece pensar.


-http://www.spin.co.uk/

-http://www.scienceof.com/




queiram desculpar-me pelo facto de não ter
estabelecido o respectivo link dos sites supracitados, mas sentia tanta e tamanha preguiça que nem me quis dar ao trabalho.
após este breve espirro voyeurista, vou dedicar-me ao prazer do nada fazer e preparar-me para descansar logo de seguida.

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_______________________________________________________spying tipography#1







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_________________________________________________________spying typography#2




.ignorem a semântica. a lógica. a coerência.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

http://www.achimhaas.de/seiten/willy.htm

Direito de resposta:

quando acabar de desincrustrar o resto do nestum, ressequido, das três tigelinhas que fizeste o favor de deixar para eu lavar, desde terça-feira, prometo que escrevo qualquer coisa. nada mais do que qualquer coisinha. preciso apenas de uma mãozinha...




.
um pãozinho com queijinho fresco pela manhã, comprado na pastelaria do vicente, para além de não me dar trabalho
nenhum, fazia-te bem melhor. estás gordo... começas a ocupar muito espaço.

Sem título... porque estou sem palavras...

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Rouge, toujours, rouge. La couleur des sens sans contrastes.

.imagem sugestiva e bela.



«Fui convencida por uma equipa jovem que quer mudar a Playboy, que quer falar do corpo de uma forma diferente. Temos uma tendência de separar o corpo do espírito, o corpo das emoções. Nós colocamos o prazer à parte. De certa maneira, reivindicar este tipo de corpo nas páginas da revista é um acto militante».






um entre parêntesis: esta senhora junta-se ao grupo das diáfanas mulheres que um dia serão as cariátides do meu templo. sim, porque apesar de ser quem é, se existe alguém que caiu do olimpo, esse alguém sou eu e as minhas eternas três graças - patrícia, andreia e "la femme fatale, la piu bella prima del mondo " mi "amora" Sofia - S.O.F.I.A... cuja encadeante beleza demiurga inspira o verbo da criação artística - qual clio, qual nike, qual samutrácia alada... porque somos humildes e solidárias semeamos altruísmo neste vomitorium de terráqueas. nos nossos dias-não descemos do altar e com muito esforço,fazemos os possíveis para sermos tão profanas quanto essas pobres coitadas.
mas algo de estranho se passa e não apenas no reino da dinamarca, para nosso azar... mercê do advento do cinema, a concorrência começou a ser forte. reconheço. não me refiro à das stars. porque essas não merecem ser evocadas neste
diuturno etéreo. escrevo sobre as verdadeiras senhoras do cinema. as que ainda respiram e aspiram chegar aos meus/nossos ombros.e são senhoras por essa razão. porque me/nos dão luta. o pior é que essas senhoras são belas. belíssimas. senhoras cuja beleza fascinante lhes confere também uma graça mitificada como a das minhas três graças, ainda que menor, ainda que profana. portanto, concedendo-lhes um lugar de apreço e de grande estima, sugiro o de cariátides portentosas. sutentáculos do meu/nosso templo.
as senhoras eleitas não poderão ser muitas dada a criteriosa exigência de qualidade que se requer para ser cariátide de um templo sagrado. do nosso templo sagrado. juliette binoche é uma dessas senhoras. uma dessas actrizes que me faz correr à sala de cinema mais próxima só para a contemplar.
independemente da história. independente do realizador. independentemente do filme. independemente de tudo. adoro todos os filmes em que participa. todinhos. reverência lhe seja feita. adoro esta mulher. tão boa como ela só: charlotte rempling e charlotte gainsbourg, melhor do que ela só a minha isabelle huppert e a outra, por razões óbvias... não digo! que zeus as conserve!

sábado, 27 de outubro de 2007

Alucinação ou estado de demência: "dançando 'lombada' eh, dançando 'lombada' lah... dançando"

.uma lombalgia por dia, nem sabe o bem que lhe fazia.

Declaram-se de barriguinha cheia:



A laranja causa aftas.
Ainda assim, prefiro degustar a sua dilacerante acidez.
Com caroços e tudo. Completa.
Servida com casca, fios e película branca que lhe envolve a polpa.Vitaminada.
Detesto laranja doce. Docinha.
De casca fofa. Fofinha.
Que sai facilmente.
Não gosto.
Gosto da casca rija, difícil de sair. Para ser dificilmente descascada.
Docinha? Não, por favor!
Não gosto.



Este fruto, sim! Prefiro que seja doce. Docinho.
Mas que seja bem rijo. Rijinho, também. Para que me salpique quando lhe ferro os dentes na pele.
-"ckrunschhh"!-

Gosto da categoria "starking" - um king que é star cai sempre bem no palato!
Gosto da doçura, suculência, cor e aparência.
A de Alcobaça, de preferência.
Há que saber valorizar a fruta nacional.
Porque o que é nacional, não é bom, é muito bom.
"Ckrunsh"! Vai uma dentada?
Que doce tentação, uma simples, nutritiva e inofensiva maçã!

(à boca da noite laranja se fez. gota talvez.)


Laranja, peso, potência.
Que se finca, se apoia, delicadeza, fria abundância.
A matéria pensa. As madeiras
incham, dão luz. Apuram tão leve açúcar,
tal golpe na língua. Espaço lunado onde a laranja
recebe soberania.
E por anéis de carne artesiana o ouro sobe à cabeça.
A ferida que a gente é: de mundo
e invenção. Laranja
assombrosamente.
Doce demência, arrancada à monstruosa
inocência da terra.

Herberto Helder, in Colher na boca


Alguém parte uma laranja em silêncio, à entrada
de noites fabulosas.
Mergulha os polegares até onde a laranja
pensa velozmente, e se desenvolve, e aniquila, e depois
renasce. Alguém descasca uma pera, come
um bago de uva, devota-se
aos frutos. E eu faço uma canção arguta
para entender.
Inclino-me para as mãos ocupadas, as bocas,
as línguas que devoram pela atenção dentro.
Eu queria saber como se acrescenta assim
a fábula das noites. Como o silêncio
se engrandece, ou se transforma com as coisas. Escrevo
uma canção para ser inteligente dos frutos
na língua, por canais subtis, até
uma emoção escura.

Porque o amor também recolhe as cascas
e o mover dos dedos
e a suspensão da boca sobre o gosto
confuso. Também o amor se coloca às portas
das noites ferozes
e procura entender como ela imaginam seu
poder estrangeiro.
Aniquilar os frutos para saber, contra
a paixão do gosto, que a terra trabalha a sua
solidão- é devotar-se,
esgotar a amada, para ver como o amor
trabalha na sua loucura.

Uma canção de agora dirá que as noites
esmagam
o coração. Dirá que o amor aproxima
a eternidade, ou que o gosto
revela os ritmos diuturnos, os segredos
da escuridão
Porque é com nomes que alguém sabe
onde estar um corpo
por uma ideia, onde um pensamento
faz a vez da língua
- É com as vozes que o silêncio ganha.

Herberto Helder, in Teoria Sentada II-lugar



Nesta laranja encontro aquele repouso frio
e intenso que conheço
como um dom impossuído.
Do outro terá a luz interior, terá
a graça desconhecida daquilo que mal pousa
na mesa, no mundo.
- Passar nocturno da água que o sangue
mudamente imita. Ilha cercada
de todos os lados
por uma inumerável, inominável
sede humana.
Esta laranja lembra-me uma alta solidão
que nem pode ser nossa, de tão pura. Lembra-me
ainda
uma urna fechada como gelo,
onde o ardor da criação guardado devagar se inspirasse
numa fonte oculta. Onde
os veios amarelos, batidos ao longo do silêncio
pelas pequenas espadas dos raios,
se movessem,
quem sabe até que inapercebido, louco,
tão vivo coração de poema. Laranja
com facas e garfos em volta, ainda recebendo
gota a gota a sua árvore - laranjeira de espírito
desconhecido, irmão
de chuva, irmão de uma noite vagarosamente
purificada. Laranja
encontrada entre dois momentos inimigos, ao meio
como um grito
que bate em cheio entre os ossos e as veias
fulminadas. Doada à poesia que esperava,
entre a rigorosa visão e a experiência
desmedida da carne.
Se a mão se atreve pela confluída laranja,
sobe ao ombro o puro sentimento
de ligação ao mundo. São as manhãs impossíveis
da terra, o subjacente e livre fogo
da noite, as águas a urdir
o peixe que vai nadando até se consumar em lento
lírio.
Cerraria sobre esta laranja que aparta a inocência
da treva
daquilo que o espírito calou como luz indivisa -
sobre ela cerraria a boca,
como se a sepultara num silêncio plantado
de muitas presenças fortes
como sal.
- Talvez todo o enigma materno me fosse dado
de inspiração
através da língua, por confusos orgãos, a todo um corpo
tenso e apto aos segredos e às
delicadas subtilezas da terra.
Talvez esta laranja me dotasse de uma atenção
vertiginosa,
e tudo fosse entrando como sabedoria pelo corpo evocativo,
e cada gesto fosse depois
a íntima unidade deste Poema com as coisas.
Laranja
apaixonadamente

Herberto Helder, in poema VI

Sob o tecto do david, refastelada no puff indigo, com os pés sobre a mesa de madeira e uma chávenazona de café forte submerso em leite condensado





adverte-me o meu querido irmão para o meu terrível preconceito de julgar tudo e todos pelas palavras, aparências, e/ou comportamentos (david então resta-me o quê..., baseio-me em quê para poder opinar*?!!?...). disse-me que me fica muito mal... okay, talvez até tenha razão. prometo nunca mais julgar o conteúdo de uma revista pela capa. palavra de lara!

.sem figas.
.prometo!.



[ sim..., esta menina é gira... e boa,
e coitadinha, e podre de rica, e pindérica, e irritante, e fútil, e entediante, e estúpida, estúpida, estúpida, e muito, muito, loira também, e burra, e burra, burra, burra, por mais que tente não consegue ascender à categoria de pin up, muito vulgar... muito "inha";
- a revista é soberba: www.interviewmagazine.com]

*eufemismo de "cortar" . termo muito feio para ser posto em prática na presença do meu irmão. beija-flor entende-me: sentido crítico e "cortar" são sinónimos:)







sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Passados cinco [5] meses...


foram precisos cinco meses para "esboçar", a técnica mista..., "isto" [?]. interrogo-me.

mas afinal, o que é "isto"...?
na realidade, o que é "isto"...?
nada mais do que... "isto".

.a antecipação de uma vanguarda? o prenúncio de um movimento artístico?. o que é "isto"?.


sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Simulacros ou "duas mentiras convenientes"





primeiro as senhoras: fátima, que é nossa e é milagreira;


depois os senhores: gore, que é deles e é nobel;




.que venha, então, o diabo e escolha.




quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Momento raro de subtil inspiração:






... de grotesco e de apolíneo todos temos um bocadíneo...




sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Olha quem?!!!



."one man show".




é inegável. ele foi esperto!. foi "correctíssimo". lançou um magnífico precedente e regressou à cena mediática como se vê.[ crise no psd. quê?]. o mourinho - deo gratias!! - excelente pretexto. pois já dizia a minha querida avó que quem não é aparecido ... é esquecido. parece-me o prenúncio do regresso às lides políticas...parece-me...veremos..


sábado, 15 de setembro de 2007

Detenho-me no apriorismo kantiano da razão pura, no primado do princípio da moral kantiana: no bem, na boa vontade e na virtude


o título mais imbecil alguma vez feito na denominada blogosfera.
a culpa é minha. mea culpa. a culpa é,
também, dos sacos "pingo doce".



-Deseja saquinho ?
- Sim, por favor.
- É tudo?! Então, são
treze euros e oitenta e três cêntimos. Veja lá se me consegue arranjar os oitenta e três cêntimos, hoje 'tamos sem trocos.
- Lamento, mas não tenho...
- O seu troco.
-Obrigada, boa noite.


para que conste: eu não sou cliente pingo doce, eu sou a cliente "otária" do pingo doce. aquela que carrega nos braços o peso da
publicidade.

podia considerar uma iniciativa pioneira, louvável e exemplar, no entanto, assumo o meu cepticismo, e manifesto, aqui, neste espaço "parvo", as minhas reservas relativamente à suposta boa vontade apregoada pelo supermercado supramencionado no que toca à venda dos sacos de plástico, a qual, segundo dizem, tem subjacente a defesa do meio ambiente, promoção e sensibilização ecológica.

gosto de filosofia. gosto de kant. e, sempre que entro no pingo doce, - sim,
também gosto do pingo doce! -, recordo-me da máxima kantiana, segundo a qual é reputado o valor da boa vontade.

o autor defende que a boa vontade não é boa por sua utilidade, pelo bem causado, "mas porque é motivada pelo querer", pela intenção desinteresseira, apriorista, tendo como fito o bem supremo universal.

por conseguinte, ocorre-me neste momento uma questão: qual terá sido o móbil desta prática "pingodociana"? terá sido bom ou interesseiro? quererá o pingo doce reduzir significativamente o dispêndio/consumo massificado de sacos de plástico pautandado-se por princípios intrínseca e estritamente ambientais, ou deverei inferir que, afinal, a intenção é outra, mais publicitária e capitalista, que em nada difere à da do merceeiro citada por kant? não sei, não sei... pese embora o esforço, não consigo acreditar numa única linha que aqui se escreveu. desejasse eu ser ingénua e a cliente otária do pingo doce...


Nota: à tralha que se amontoa no universo da minha carteira juntei um inofensivo saquinho de rede. economizar e ecologia são palavras de ordem e princípios a pôr em prática. kant sabe!

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Gostos & Desgostos #2


.the beauty.





.and the beast.



Uma questão de probabilidade e/ou de aritmética

1 + 1 + o = 2

1 + 1 - o = 3




.com O e/ou sem O = o O poderá fazer toda a diferença.

Gostos & Desgostos#1

.consumismo.
.consome-se com muito gosto.



.censura. tolice. parvoíce. afins & enfins...

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

tédio#1



que dia entediante... não se passou nada... nada de novo... folheio o jornal, ouço a rádio, vejo t.v. e népia... está tudo na mesma... nenhuma novidade, nada, niente, zero, rien de rien...

podia ter ocorrido, no mínimo, um assaltozito a uma dependência bancária ou a uma gasolineira para animar o dia, mas não...nada,
que tédio...



sábado, 1 de setembro de 2007

o essencial:



" Voici mon secret.
Il est très simple: on ne voit bien qu'avec le coeur.
L'essentiel est invisible pour les yeux. "



Le Petit Prince, de Antoine de Saint-Exupéry, 1943

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Taquicardia ao quadrado



.dispensam apresentações.



quinta-feira, 23 de agosto de 2007

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

____.



amiga, amiga..., agora que terminou o que na realidade nunca chegou a começar, posso dizer-te que sempre o considerei pouco credível e altamente suspeito. Como poderia eu confiar num
fulaninho cujas sms's que te enviava versavam estas pérolas:

"oh pah nã posso-te ir vesitar:( tô longe linda. nã fikes xateada more.jitos." [remetente: filho da mãe - pensei eu]1x.

"oh pah nã posso-te ir vesitar:( tô longe linda. nã fikes xateada more.jitos."[remetente: filho da mãe - repeti eu] 2x.

"oh pah nã posso-te ir vesitar( tô longe linda. nã fikes xateada more.jitos."[remetente: o tipo que há-de pagá-las - disse eu] 3x.

"oh pah nã posso-te ir vesitar:( tô longe linda. nã fikes xateada more.jitos."[remetente: o futuro ex da minha amiga - enfurecida, eu] 4x.



À "5x", eu teria explodido. Não o fizeste. Tenho muito a apreender contigo.



Nota para os caríssimos amigos e leitores deste blog: os erros ortográficos, bem como a construção frásica e gramatical das sms's, embora tenham sido objecto de ira, foram sempre, lamentavelmente, tolerados e facilmente perdoados pela minha amiga, "porque esses erros são facilmente corrigidos"- contou-me ela. No entanto, outros erros há que por mais voltas que os ponteiros dêem não têm emenda...- digo eu.
(sms's transcritas com o total consentimento da minha amiga)

domingo, 19 de agosto de 2007

Alaiolos



Tapete
de Alaiolos "ponto fino"








Nota: made in China

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Gostava de conhecer



este miúdo





(fixolas)

piada fácil numa noite de penúria criativa.

Afterimage

Disparou. Tocou. de raspão. quem. Alguém. «foi*».

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