sábado, 22 de dezembro de 2007

assumida.mente.amar.ela.emdiascinzentos.apesar.de.ser.laranja.sou.assumida.mente.amarela.


1º olho para a estante e
Pela Estrada Fora seduz-me. de novo. Eis um excelente pretexto para assumir a cor da minha loucura:

...porque as únicas pessoas autênticas, para mim, são as loucas, as que estão loucas por viver, loucas por falar, loucas por serem salvas, desejosas de tudo ao mesmo tempo, as que não bocejam nem dizem nenhum lugar-comum, mas ardem, ardem, ardem como fabulosas grinaldas amarelas de fogo-de-artifício a explodir, semelhantes a aranhas, através das estrelas, e no meio vê-se o clarão azul a estourar e toda a gente exclama Aaaah!

de Jack Kerouac.



2º abro o roupeiro e procuro o meu vestido amarelo, parecido com este, mas ligeiramente mais curto e um pouco mais cintado. Visto-o com as tais leggins vermelhas que encontrei a 15 euritos na intimissimi:




3º Como me apetece tomar algo, preciso de uma limousine com um choffeur simpático, rechada de Ferrero Rocher docinhos envolvidos em papel dourado. Consulto as páginas amarelas para conseguir o contacto do Senhor Ambrósio. Et voilà!!Ei-lo!! Atenciosa e generosamente, diz-me: "tomei a liberdade de pensar nisso senhora"... cede aos meus caprichos:




e oferece-me os seus serviços... De seguida, sigo o conselho de Álvaro de Campos e lambuzo-me de sensações, e como, como, - come pequena, come!!! Telefono-lhe para se juntar ao festim. Chega num ápice, deslumbrante, envergando um vestido muito mais bonito do que este:




o nosso allure ofusca a madame apinocada que aparece no vestuto anúncio televisivo com o Senhor Ambrósio .

3.º Na mini-tv da limousine passa o video-clip do grupo sueco I'm from Barcelona, que até aprecio, e reparo na ternurenta viola do vocalista, Emanuel Lundgren, que faz pendant com a camisinha e jeans amarelinhos que enverga. E deliro. Deliramos.




4º E como deliro... Deliramos... na Times Square. e queremos regressar. Depressa. Um yellow cab já!! Porque será...?


( - º Sim, fomos ao McDonald's,)



5º Apanhamos um aviãozinho que por mero acaso faz escala em Londres, entramos numa tax free shop do Gatwick Airport e tcharan !!! Bingo!!




7º Avisto-o nas alturas...Amarelinho e tudo:) Até fica mais bonito. Até parece feliz...



o cheiro a amarelo, lumínico, adensa-se na atmosfera, quente... sim é a minha casa, o perfume do regresso é amarelo. é feliz. é o melhor momento. aquele que me aquece. que me reconforta. me mima. queimo as saudades no Nicola, com o aroma e sabor do Nicola. partilhamos. E revejo-o. Sem dar conta, ele coloca este pacotinho de açucar no bolso do meu casaco:


um convite, uma proposta, ou um ultimato...?

8º Não fugimos, mas fomos para casa. dele. Juntos. E perdido de amores, oferece-me flores... não se esqueceu das minhas flores:



9º Oh oh oh... enganei-me... tive um lapso de memória, não era este tailler que trazia vestido, não senhor, que disparate..., isso foi na quarta-feira. Hoje traz o seu pullover amarelo, quentinho. Para me abraçar contra o peito. E acolher-me, macio, junto ao peito. E sufocar-me.como algodão. O peito:

(sou incapaz de apagar o menino Erwann, à janela... porque é um menino querido... e gostei imenso dele... da cumplicidade deles. da comovente história deles...)

10.º Sorri e ri e en|canta-me (não, não revelo aqui a |minha| música...). Encantamo-nos. Dançamos...

11.º Entretanto, tocam à campainha. Desço a escadaria atapetada.



.Seth Taras.


Abro a porta.

é o senhor Óscar. O carteiro. Quer saber onde fica a Travessa do Souto, lote 23, bloco 6, sub-cave 2º esq. (...!!??!!). Não lhe sei responder... Desejo-lhe "boas festas" com sorriso amarelo. Abananada...

12.º " Travessa (...), lote (...), bloco (...), sub-cave (...)"... - a realidade nem sempre é amarela... de facto...

13.º Para me evadir e distrair deste assunto/mundo que me ficou atravessado... ligo a televisão, com o volume baixinho para não o acordar, e surge uma pequenita-queriducha-menina-pop de seu nome Kate Nash, que canta num video-clip todo ele amarelinho...



_____


e porque me encontro em Lisboa, amanhã re-re-revisito o MNAM e a colecção Berardo, no CCB. Trarei nos lábios o sabor - doce e o som - crocante do sábado, do sábado da cor-do-pastel-de-Belém.
O primeiro sabor, aroma (ou travo??) dos muitos sabores, aromas, (ou travos(??)-amarelos que se adivinham...





se fizesse referência ao amarelo do sol estaria a mentir..
se fizesse referência "ao amarelo cor-da-fome", seria demasiado óbvia.
hoje cortei a meta. hoje ganhei a camisolaamarela.

inspiro. suspiro.respiro.a-m-a-r-e-l-o. em cada minuto sessenta segundos de cor. a-m-a-r-e-lo. expiro. aspiro. respiro. a-m-a-r-e-l-o.

canto
amarelo
ao canto
canto
num amor do canto
canto
amarelo
amar encanto
canto? canto.





o pullover dele. as tulipas dela. as chávenas de chá deles. para o chá de camomila deles. a mantinha de lã deles. o porta-chaves dele. a trela do fofinho dela. as luvas de borracha para lavar a loiça deles. porquê?

É longo o caminho que vai do projecto à coisa.

Jean-Baptiste Pouquelin de Molière dixit

amarelo mais belo do que o da Times Square.

amarelo mais forte e gritante do que o da Times Square.


«caminhará para um futuro... amarelo ?»
- e um interruptor, ou um foco... não se arranja...? - pergunta ela. esperançada.
- oh... não é um caminho..., é um túnel... - constata ela.
desalentada. desolada.


natureza-viva em noite escura.

promessas de um céu cálido.

uma casa. amarela. que promete.

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não miúda, não cantes vitória antes do tempo. antes de atravessares o túnel.
não miúda, não cantes. ainda não...
o amarelo em excesso cansa e fere os ollhos.
.chega a ser nauseante.
não,
ainda não ... ainda é muito cedo para cantares vitória.
a noite ainda é cerrada
e o sol...
o sol.. nem é amarelo __ só os putos é que o pintam de amarelo
e o doido do Van Gogh. Porque é doido representou-o como um vórtice amarelo-de-luz retorcido. estúpido... é doido coitado.
mutilou a orelha e tudo... é doido...
não, ainda não ... ainda é muito cedo para cantares vitória.



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__________________

não sigas os conselhos da tua musa. da tua mestre. "porque é artista... é doida. lunática. nada sabe...

tem o cabelo amarelo e tudo. Vês, é doida... não te fies"




ouviste?

melhor que Ferrero_____ só mesmo Brisa Roché

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Des _____________ apareço-me com areia

Des _____________ apareço-me em areia

Des _____________ apareço-me na areia

Sopro... deserto



Pareço ...

Como areia

“Olho as imagens criadas por Francesca Woodman, imagens que ela habita com uma presença inquietante. Fragmentos surrealistas.Imprimem-se em mim.Na minha cabeça um tornado de imagens, o meu corpo cheio de movimentos perdidos.Pensamentos livres. Palavras a serpentearem no ar. Palavras que se projectam no papel em voo planado.De quantas maneiras podemos descascar uma laranja? Quantos grãos de areia têm o nosso planeta?Os meus olhos sentem-se de areia. São de areia. Desfazem-se com o vento. Dissolvem-se, transformam-se, transformam-me, modificam o que vejo e o que não vejo torna-se visível. Sinto-me cansada ultimamente... de areia, sem ossos.”

.Cláudia Nóvoa.
coreógrafa

I have sand in my scalp,sleepy sand in eyes,sandpaper tongue,sand thoughts all from the sea.That is where I was instead of anything else all Weekend.

Francesca Woodman, 1973

Des _____________ apareço

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

tenho, de ter, não sinto... apenas..., tenho, de ter, saudades de ver, ou de "ler", já nem sei..., «...caras na lua e exércitos nas nuvens...»

não, não, não, ... desenganem-se...
não se trata de uma feliz evocação à filosofia de David Hume,
infelizmente,...
The moon is not only beautiful
It is so far away
The moon is not only ice cold
It is here to stay

When I lay me down
Will you still be around
When they put me six feet underground
Will the big bad beautiful you be around

Everyone says they know you
Better than you know who
Everyone says they own you
More than you do

When I lay me down
Will you still be around
When they put me six feet underground
Will the big bad beautiful you be around

'Cause the moon is not only beautiful
It is so far away
The moon is not only ice cold
It is here to stay

Everyone says they know you
better than you know who
Everyone says they own you
More than you do
______-__-----___________..._----________...__----_________________----______...



Le voyage dans la Lune,
1902
George Méliès

"De profundis", em valsa lânguida ou a viagem ao centro do "meu" mundo ou em busca de "qualquer coisa" que nem sei se perdi...

tempos houve em que me inspiraram...
neste preciso momento dispenso a escrita destes três senhores...



Le Voyage

Pour l'enfant, amoureux de cartes et d'estampes,
L'univers est égal à son vaste appétit.
Ah ! que le monde est grand à la clarté des lampes !
Aux yeux du souvenir que le monde est petit !

Un matin nous partons, le cerveau plein de flamme,
Le coeur gros de rancune et de désirs amers,
Et nous allons, suivant le rythme de la lame,
Berçant notre infini sur le fini des mers :

Les uns, joyeux de fuir une patrie infâme ;
D'autres, l'horreur de leurs berceaux, et quelques-uns,
Astrologues noyés dans les yeux d'une femme,
La Circé tyrannique aux dangereux parfums.

Pour n'être pas changés en bêtes, ils s'enivrent
D'espace et de lumière et de cieux embrasés ;
La glace qui les mord, les soleils qui les cuivrent,
Effacent lentement la marque des baisers.

Mais les vrais voyageurs sont ceux-là seuls qui partent
Pour partir ; coeurs légers, semblables aux ballons,
De leur fatalité jamais ils ne s'écartent,
Et sans savoir pourquoi, disent toujours : Allons !

Ceux-là, dont les désirs ont la forme des nues,
Et qui rêvent, ainsi qu'un conscrit le canon,
De vastes voluptés, changeantes, inconnues,
Et dont l'esprit humain n'a jamais su le nom !


(...)


Étonnants voyageurs ! quelles nobles histoires
Nous lisons dans vos yeux profonds comme les mers !
Montrez-nous les écrins de vos riches mémoires,
Ces bijoux merveilleux, faits d'astres et d'éthers.

Nous voulons voyager sans vapeur et sans voile !
Faites, pour égayer l'ennui de nos prisons,
Passer sur nos esprits, tendus comme une toile,
Vos souvenirs avec leurs cadres d'horizons.

Dites, qu'avez-vous vu ?

IV

« Nous avons vu des astres
Et des flots ; nous avons vu des sables aussi ;
Et, malgré bien des chocs et d'imprévus désastres,
Nous nous sommes souvent ennuyés, comme ici.

La gloire du soleil sur la mer violette,
La gloire des cités dans le soleil couchant,
Allumaient dans nos coeurs une ardeur inquiète
De plonger dans un ciel au reflet alléchant.

Les plus riches cités, les plus beaux paysages,
Jamais ne contenaient l'attrait mystérieux
De ceux que le hasard fait avec les nuages.
Et toujours le désir nous rendait soucieux !

- La jouissance ajoute au désir de la force.
Désir, vieil arbre à qui le plaisir sert d'engrais,
Cependant que grossit et durcit ton écorce,
Tes branches veulent voir le soleil de plus près !

Grandiras-tu toujours, grand arbre plus vivace
Que le cyprès ? - Pourtant nous avons, avec soin,
Cueilli quelques croquis pour votre album vorace,
Frères qui trouvez beau tout ce qui vient de loin !

Nous avons salué des idoles à trompe ;
Des trônes constellés de joyaux lumineux ;
Des palais ouvragés dont la féerique pompe
Serait pour vos banquiers un rêve ruineux ;

Des costumes qui sont pour les yeux une ivresse ;
Des femmes dont les dents et les ongles sont teints,
Et des jongleurs savants que le serpent caresse. »

V

Et puis, et puis encore ?

VI

« Ô cerveaux enfantins !

Pour ne pas oublier la chose capitale,
Nous avons vu partout, et sans l'avoir cherché,
Du haut jusques en bas de l'échelle fatale,
Le spectacle ennuyeux de l'immortel péché :

La femme, esclave vile, orgueilleuse et stupide,
Sans rire s'adorant et s'aimant sans dégoût ;
L'homme, tyran goulu, paillard, dur et cupide,
Esclave de l'esclave et ruisseau dans l'égout ;

Le bourreau qui jouit, le martyr qui sanglote ;
La fête qu'assaisonne et parfume le sang ;
Le poison du pouvoir énervant le despote,
Et le peuple amoureux du fouet abrutissant ;

Plusieurs religions semblables à la nôtre,
Toutes escaladant le ciel ; la Sainteté,
Comme en un lit de plume un délicat se vautre,
Dans les clous et le crin cherchant la volupté ;

L'Humanité bavarde, ivre de son génie,
Et, folle maintenant comme elle était jadis,
Criant à Dieu, dans sa furibonde agonie :
"Ô mon semblable, ô mon maître, je te maudis !"

Et les moins sots, hardis amants de la Démence,
Fuyant le grand troupeau parqué par le Destin,
Et se réfugiant dans l'opium immense !
- Tel est du globe entier l'éternel bulletin. »

VII

Amer savoir, celui qu'on tire du voyage !
Le monde, monotone et petit, aujourd'hui,
Hier, demain, toujours, nous fait voir notre image :
Une oasis d'horreur dans un désert d'ennui !

Faut-il partir ? rester ? Si tu peux rester, reste ;
Pars, s'il le faut. L'un court, et l'autre se tapit
Pour tromper l'ennemi vigilant et funeste,
Le Temps ! Il est, hélas ! des coureurs sans répit,

Comme le Juif errant et comme les apôtres,
À qui rien ne suffit, ni wagon ni vaisseau,
Pour fuir ce rétiaire infâme : il en est d'autres
Qui savent le tuer sans quitter leur berceau.

Lorsque enfin il mettra le pied sur notre échine,
Nous pourrons espérer et crier : En avant !
De même qu'autrefois nous partions pour la Chine,
Les yeux fixés au large et les cheveux au vent,

Nous nous embarquerons sur la mer des Ténèbres
Avec le coeur joyeux d'un jeune passager.
Entendez-vous ces voix, charmantes et funèbres,
Qui chantent : « Par ici ! vous qui voulez manger

Le Lotus parfumé ! c'est ici qu'on vendange
Les fruits miraculeux dont votre coeur a faim ;
Venez vous enivrer de la douceur étrange
De cette après-midi qui n'a jamais de fin ! »

À l'accent familier nous devinons le spectre ;
Nos Pylades là-bas tendent leurs bras vers nous.
« Pour rafraîchir ton coeur nage vers ton Électre ! »
Dit celle dont jadis nous baisions les genoux.

VIII

Ô Mort, vieux capitaine, il est temps ! levons l'ancre !
Ce pays nous ennuie, ô Mort ! Appareillons !
Si le ciel et la mer sont noirs comme de l'encre,
Nos coeurs que tu connais sont remplis de rayons !

Verse-nous ton poison pour qu'il nous réconforte !
Nous voulons, tant ce feu nous brûle le cerveau,
Plonger au fond du gouffre, Enfer ou Ciel, qu'importe ?
Au fond de l'Inconnu pour trouver du nouveau !

Les Fleurs du Mal de Charles Baudelaire


Sem memória não há imaginação!!

Diderot disse... não me recordo onde li, vi, ou ouvi, mas sei que o disse...
mas não consigo lembrar-me onde terei lido tal frase paradigmática...
falha-me a memória... falta-me a imaginação...

Re:




domingo, 9 de dezembro de 2007

"Gosto disto!!"#2



.Beggin'.
Frankie Valli & the Four Seasons - Pilooski re-edit

sábado, 8 de dezembro de 2007

graçola do sr. einstein: "os domínios do mistério prometem as mais belas experiências"... (ó einstein nós perdoamos-te esta!!)


in "Mistérios" de Bruno de Sousa.

Dolce far niente


há metafísica
bastante em não pensar em nada...

o fofinho que o diga!

Antecipação:


das saudades que vou ter dos vossos
"pontos de vista"



das saudades que vou ter das "vistas do meu ponto"


"Lanterna mágica"

Serviço de Pedriatria do Hospital de Santo André
Sexta-feira,
sete de Dezembro - 11:30h.


... por dentro


... por fora

... de dentro: luz&sombra

...para dentro... vai o João.
lá dentro agarra-se à luz, à esperança, à fé, à ciência, agarra-se a qualquer coisa... para se libertar da sombra


. a imagem bem-mais-que-perfeita: um quarto desabitado
as minhas lágrimas sorriram:) .


queríamos fazer magia...
queríamos...
desejávamos...
luz...


por uma questão de rotina, o temporário prolonga-se, o exterior infiltra-se no interior e, com o decorrer do tempo, a máscara torna-se face

Marguerite Yourcenar in "As Memórias de Adriano".


tock, tock, tock, tock...:)







quatro legendas possíveis:

- o resultado da ignorância.
-still searching...
-still finding evidences...
ou, não sabia que estava a gravar...

Três graças... sob o céu em brasa...


"...parece mas não é! Que gosto, satisfação!! Brasa é a bebida que aquece o coração..."



eu, miloro e sisg de belíssimo [a]spectrum

«"hihihi" quanto mais me bates mais eu gosto de ti...» - quem rima sem querer é insultada sem saber...

Texturas e amarguras de um fim de tarde de "07/12"



or
still searching for an answer...

or keep finding evidences...

o que eu dava para comer, agora , uma bela soupe de la pierre avec l'azeitonèsse e bruá acompagnée de lambrusco rosé, na tasca do zé...

Texturas e amarguras de um fim de tarde de "07/12"






or when i'm feeling down...
or
still finding evidences...

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

pelos vistos, o mentiroso do dia foi o exm.º sr. mário lino...

.a menina-linda gritou: «lara, olha-me para essas olheiras, não tens vergonha?»

a-de-braços-cruzados ouve, ausenta-se... e passadas duas horas e vinte e sete minutos regressa para junto da amiga e responde: despedi-me.
o quê? interroga a menina-linda ainda incrédula.
a-de-braços-cruzados sorri e sugere: vamos celebrar o que me espera, boa?!

Estrela [de]cadente.

lara.
lara.
fotografia da sandra.

de costas me viro, desço os meus olhos


do nariz ao umbigo

e ouço o teu grito.

defronte a meu peito ergue-se o desconhecido:

conf[r]io e sorrio.

_______-_- - - ___*



.Vinicio Capossela.

signora luna

persa nel cielo
lungo la notte del mio cammino
sono due luci
che mi accompagnan
dovunque sto
una nel sole
per quando il sole
mi copre d'oro
una nel nero
per quando il gelo
mi vuole a sé

signora luna che mi accompagni
per tutto il mondo
puoi tu spiegarmi
dov'è la strada che porta a me
forse nel sole
forse nell'ombra
così par esser
ombra nel sole
luce nell'ombra
sempre per me

perse nel cielo
lungo la notte
del mio cammino
sono due luci che brillan sempre
dovunque sto
brillano alte
brillano intense
finchè par essere
che siano gli occhi
di chi ho già perduto
che veglian per me

signora luna che mi accompagni
per tutto il mondo
puoi tu spiegarmi dov'è la strada
che porta a lei
non se ne adombri
signora luna se non ho amato
diglielo a ella
che solo ella
veglia per me

non se ne adombri signora luna
se non ho amato
solo negli occhi
di chi è già stato
veglia per me

ana já cheguei. estou cá em baixo. já podes descer - despacha-te!! estamos atrasadas!!

o quê... outra vez ana??!! deixa-te dessas cenas "pindericosas"...
vá, anda lá... desce... não posso subir, o carro está mal estacionado!!
desce!! d.e.s.c.e.!!
ó ana... deixa-te de merdas... porra!!
desce, desce, desce... ... ... ... ...
ó ana... ... desce... ...

"por que raio" me preocupei apenas com o significado das tuas palavras, se querias revelar-me o seu sentido? pudesse eu voltar atrás no tempo...

e ter-te-ia ouvido. impedido.
perdi-te?.perdi-te.

the great escape



.Patrick Watson.

Afterimage

Disparou. Tocou. de raspão. quem. Alguém. «foi*».

_- - -__...|.|