quinta-feira, 8 de novembro de 2007

(há horas que) "consumo" «theDo». viciante.alucinante.extasiante.dopamina pura e dura. prazer sobre-e-sub-cutâneo que se entranha..

«produto do bom!» viciante...
para ser partilhado... infectado&afectado...
prova & passa!
sugere a «afamada dealer
» do bom gosto.
prova & passa!
vai uma
passa? vai? então toma [e] passa!
eu passei-me! só de me passar com uma. passa.
como me passei e sou passada partilho as passas que passei.
deixa-te de coisas, prova e passa.

as passas já se encontram disponíveis para circunstâncias de consumo imediato.
não te faças de rogado.passa no sítio do costume para uma passa. vais-te passar aqui
alerto para o facto de nem se ter tempo para se estranhar a passa porque embora seja sobejamente passada e divulgada no seio dos viciados e boémias esganados, continua a entranhar-se. e os seus efeitos serão
imediatos!!

«p
roduto do bom!» viciante... partilhado... infectado&afectado...
prova & passa!
sugere a «afamada» dealer do bom gosto.
prova & passa!




.thedo.
A mouthful







«passadinhos de todo» enquanto se empassam e passam a passa um ao outro,
falam da inveja e vergonha que lucy in the sky with diamonds sentiria se experimentasse
e
ste tipo de passa musicada. da boa passa que
pulsa o batimento desafinado dos cardíacos
deixando
enebriados os super-passados:


oAmoraPaixãooDesejoaArteoChocolateoAlgodãoDoceaTernuraoAfectoa
PeleoSentimentooSorrisooOlhar
o
GestooCaloroTempocomTempoesemTempoContadoapenascomPulsoDespidosemRelógio
TuemDoseemQuantidadesBigsindustrialMassificada

BulímicasObsessevivaseViciantes
aTentaçãoaObsessãoaDemênciaeIncoerênciaaIniciativa
oSaborsemSaberoquefazer
SurpreenderaMaravilhadaFantasiaaDelíciaePuerícia
aGuladosSentidoso
ColinhoRodopianteFascinantea

DuraçãodeumSonho.AssimcomoaNossaMúsicaQueNosDominaeNosFervilha.



uma boquinha cheia de coisinhas boas e deliciosas a partir de 14/01/2008.
comprova-se: janeiro estará além-do-mais-que-perfeito.
tudo escrito sob efeito de substâncias* hiper-calóricas e hiper-glicémicas.
impróprio para diabéticos.out!
*a companhia de pat, mesmo aqui, juntinha a mim, mesmo
ao meu lado. :)




quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Vejo para me distrair, abstraindo-me, enganando-me, esquecendo-me de mim. (vejo. apenas para isso. vejo apenas esta imagem. sem pensar em mais nada)

.Figure 19: “Fall,” 1963.
Bridget Riley


Revejo-te para te redesenhar, re-sentido-me/te/nos, ouvindo-te,aceitando-me/te/-nos. (não vejo nada. penso em tudo.penso em nós. penso)






.De volta para casa.
CEM - dança.







porque em tempos me esqueci de nós.
porque em tempos perdi a noção do tempo.
que era só nosso.
hoje. agora. neste momento me confesso. me redimo
perdida na avidez do meu tempo.
para não me esquecer de ti.
para não me esquecer de mim.
de nós.
procuro-te no pulsar telúrico.
encontro-te no movimento. meu.
escondido entre os braços estendidos do sol.

acho-te no relevo do meu corpo por ti decalcado.
mapeado.
prendo-te nas minhas linhas [_que primeiro te emprestei e
depois te ofereci e depois te dei e depois quis, e depois te pedi, mas nunca mais as recebi, devolve-mas!! _].
prendo-te nas minhas linhas. nas tais linhas... com que te entrelaçavas...
enleio-te em mim e perco-me em ti,
enleio-me em ti e perco-te em mim,
porque em mim te procuro e já não te vejo;
apenas te revejo.
aqui. nesta dança carnal que em tempos foi nossa.
nos tempos de outrora.





"I always thought that if I managed to photograph somebody often enough, I could never lose them. My photographs are, however, the proof of how much I have lost." Nan Goldin in "The devil's playground", Phaidon



terça-feira, 6 de novembro de 2007

À boca da noite _____ re - animo - me_______



.Susumu Yokota.

À boca da noite: "mais ou menos assim"



« mais ou menos assim.?.»



.Valsa Lenta 03.
coreografia José Laginha
tagv, 2003





«antes tivesse sido mais. ou. menos. e me tivesses dito. feito. provocado. iniciado. assim.
mas porque foi. foste. mais ou menos assim-assim. e nem disseste assim!.
não houve nada. nem tudo. nem assim-assim. nem assim. sabes que detesto o insípido. sem iniciativa. sem qualquer coisa. ou qualquer coisa. assim-assim. só porque recorreste a termos de comparação e indefinidos: assim-assim. como: assim!. não houve nada. não houve tudo. és assim-assim, cativo da ansiedade. do nada que para ti é tudo. do asséptico. sem nada. sem palato olfacto e tacto. sem pele. prisioneiro das comparações. eu queria o nada ou o tudo. originalidade. sinceridade. autenticidade. bastava qualquer coisa-coisa-em-si. qualquer coisa. acima de tudo. ou debaixo de nada. isso bastava. »

creio que nunca soube

o meu nome

sequer


.texto realmente ficcionado.
beija-flor, lembras-te deste espectáculo?

À boca da noite laranja se fez. gota talvez.

À boca da noite cerrada:



.Sparring Partner.
Paolo Conte



.Chocolate Jesus.
Tom Waits



.Hurt.
Johnny Cash



.Gloria.
Patti Smith

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Carta selada sem remetente nem destinatário.Para quê nomear...-nos, para "quem" as didascálias se sabemos do que se escreve e se sente...

...em noites de lábios solitários. gretados pelo frio. mordidos pelo frio. cortados pelo frio. inflamados e ardentes só por causa do frio que os feriu. ruborizados pelo vermelho do cieiro pegado só por causa do frio que os feriu. a culpa é tão somente do frio que os feriu. que rasgou a cinzel os lábios. a sua única companhia. uma escultura fendida nos lábios, difícil de cicatizar. em noites escuras, cegas e perdidas sob os luares semi-cerrados, difusos, apagados, deixados ao relento e esquecidos no asfalto, molhado e tombado e estilhaçado, como a folha caduca*

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Acordei sozinha na minha cama.
O enrugado dos lençóis recorda-me que aqui estiveste, não num sonho, mas na duração dele.
Na minha pele os vergões e as marcas do teu sentimento. A dor convertida em prazer, ou vice-versa, já nem sei. Lembro-me de lhe chamares Amor.
Dizem que o Amor é cor-de-rosa, mas partiste, como fazes todos os dias, vestindo as tuas tuas calças, terminado o teu cigarro, deixando bem claro que desconheces a data da próxima visita.
E mesmo assim chamas-lhe Amor.
Sabes, não aguento mais. Não suporto os intervalos, nem os momentos de espera que apenas fazem funcionar as memórias de ti, e que nem sempre te favorecem.
Não imaginas como o limite está próximo, como todos os confortos que me abraçam, toda a atenção que recebo dos homens que me desejam, são um tão grande nada, se simplesmente não te tiver.
Por isso escuta.
É urgente dar vida ao Amor com que me atrais e atraiçoas ao mesmo tempo, porque ele esmorece e morre se se lançar de um prédio. E com ele, toda a vida em mim, para Sempre.
Preciso de ti.

Da tua,


luísfrancorebello
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*que apenas por piedade, sem reverência nem troça, veio cair a meus pés.
seria suposto beijá-la, em jeito de gratidão, mas estou sem lata para cinismos e hipocrisias nem para certo tipo de gestos lamechas. por isso, decidi pisá-las. esgamá-las.

Se eu gostasse do meu pescoço...

tenho a ideia de nunca ter gostado do meu pescoço. nunca. nunquinha. a memória mais recuada que guardo reporta-se, pelo menos, ao dia em que assisti à espectacular e miraculosa aparição - revelação de mim própria e para mim mesma, o dia em que tive a consciência de que existia, enquanto ser pensante-actuante. momento em que tive a consciência da minha própria existência "meta-física". tão real, tão concreta, tão corpórea e material quanto irreal, abstracta e imaterial. verdade de lapalisse. a partir desse momento de refulgente aparição dialéctica nunca mais gostei deste empecilho que se atravessa a meio de dois caminhos que se queriam directos, sem entraves, sem obstruções. dois caminhos que se queriam confluentes numa auto-estrada desprovida de portagens. sem bloqueios. sem espaço de paragem obrigatória. na melhor das hipótestes seria apenas admitida a utilização da via-verde. apenas com via-verde, verdinha. permissiva. veloz. fluida. directa. linear. dinâmica. straight on. semelhante aos travellings de scorsese. não me importava mesmo nada. lançava logo uma petição caso alguém desse ouvidos a esta minha brilhante e sugestiva invenção. patenteada. uma auto-estrada onde só fossem permitidas viagens vorazes, alucinadas, impensadas, impulsivas, despidas e ardentes. de luas e para luares vociferantes de desejos e ensejos. com excessos de velocidade e altamente transgressoras de regras, códigos de estrada e de condução. uma auto-estrada cujos custos e facturas, ainda que pesadas, seriam debitadas e constatadas e pensadas só lá para o final do mês, quando já nem ninguém se lembra, ou finge não se lembrar, da tal viagem obrigatoriamente tresloucada e insana. restritamente direccionada para aqueles que querem levar uma vida errante. errada... aqueles que se vêem obrigados a passar pela auto-estrada a alta velocidade, cortam os vórtices das rotundas e trilham estradas oblíquas. porque são intrinsecamente anti-portagens, anti-paragem, anti-semáforo-vermelho, anti-bloqueio, anti-paragem. porque a paragem impele ao pensamento, os errantes não gostam de pescoços. os flâneurs errantes não gostam do seu pescoço. é um facto. o pescoço é um empecilho. porque estorva, porque incomoda, porque obriga a parar. obriga a pensar. mas por que raio há-de o pescoço situar-se logo no meio. e a meio. entre a cabeça - lugar sagrado do meu thesauros. dos meus pensamentos e sentimentos. e o corpo - templo dos meus sentidos, desejos e intentos. por que se atravessa no meio. interrogo-me. e ao meio. por que razão não há-de unir. por que razão há-de separar e bloquear estes dois caminhos que se queriam transitáveis e de alta voltagem. porque nem medeia, nem liga, deveria ser despedido, dispensado. porque não cumpre a sua função deveria ser dispensado. má patroa não sou. porque se fosse poria mão firme nos meus empregados. nem uma merda de pescoço sou capaz de demitir. é um empecilho. um estorvo que se atravessa mesmo no meio. que pára e quebra o ritmo . vive no absentismo. contra-producente. entre a razão e o sentimento. entre o corpo e pensamento. entre os sentidos e o sentimento. neste rail que dilacera e separa dois caminhos. que se atravessa à minha frente no meio de uma viagem que se queria directa, de trânsito livre. e pior. o mais grave, corrijo: se quero apenas ver a minha cabeça, ao espelho, lá aparece o pescoço à laia de emplastro, se quero apenas ver o corpo... lá aparece ele, inevitável e irremediavelmente, sem dó nem piedade. mas este empecilho, esta portagem abrupta, que se me intercepta e me obriga a pensar no caminho que quero tomar. na direcção. no rumo que devo ou tenho que querer. mas que nem sempre desejo. seguir. qual o lugar que quero fazer do meu destino. fatal.?. por que é o pescoço se atravessa aqui... a meio?. por que me obriga a parar. a pensar. exigindo uma cobrança. antecipada. pago o meu caminho, antes de chegar ao destino?. sem saber se ficarei satisfeita com o serviço da concessionária. como se já não houvesse motivos suficientes para desviar o meu percurso, a rota dos meus sentidos, emoções, viagens alucinantes de prega fundo, mete a quinta, arranca e não pares, mesmo sendo um smart jeitosinho, pequenino, e que não passa dos 120km/h... indicado para um prossível embate, portanto. por que raio se me há-de aparecer neste caminho este empecilho chamado pescoço. sobre o termo, feio como tudo, nem vou falar para não me deprimir ainda mais. sobre as respectivas linhas, relevos e formas nem me vou delongar para não me deprimir mais...ainda. o pescoço nada mais constitui do que um limbo. ponto de paragem obrigatória de incertezas. de credos. de crenças. de medos. converte-se num lugar cuja toponímia nem surge no mapa dos meus sonhos. profanos. é isso mesmo: um limbo de incertezas e de dúvidas que nos impele às dúvidas titubiantes, quando se exigia a urgência de uma resposta. de uma decisão. a culpa não é do meu pescoço, creio...quero e tenho feito esforços, bem sucedidos diga-se de passagem, para interiorizar esta ideia ou evidência. a culpa é da localização da anatomia geográfica do pescoço, sito na escalvada travessa do meio, n.º 2 andar, entalado entre o 1º e o 3º. entre o sagrado aurático e apolíneo e o luminoso báquico ultra-profano. nome feio: o meio. nome feio: o pescoço. muito feio. se se situasse nos gémeos, glúteos, trícipes, omoplatas, calcanhares ou planta dos pés, nunca...mas nunca, ninguém se lembraria dele. ou muito raramente. maldito platão que inventou esta merdice do dualismo antroplógico. se não lhe encomendei o sermão, por que raio hei-de ser eu a pagar a factura. maldito platão, maldita filosofia, se não existissem eu seria e viveria muito mais feliz, sem quaisquer complexos em relação ao meu estrangulante, asfixiante, sufocante e monolítico pescoço.


- se eu gostasse do meu pescoço pedia ao meu amor que me beijasse como gary cooper, na cena d' "a visita". assim. tal e qual. epor momentos seria como ingrid bergman...

-se eu tivesse o pescoço pequenino, discreto e mimoso, nem me lembraria dele, e fazia, e vivia como aquela cantora pop meio-doida, meio-gira, meio-irreverente, meio-tresloucada chamada pink.

Rascunhos para amanhã:

-se eu gostasse do meu pescoço;
- o café buondi, os pacotinhos de açúcar, o chá em londres e o meu ex, meu salvo seja. a última catarse;
-os dias no porto, o fim-de-semana em lisboa e o fosfato do defunto no buffet da fcg;
-os preparativos para se cantar as janeiras:);
- a menina que já não dança;
-figura de corpo presente;
-a wishlist de novembro;
-a urgência de gastar palavras, em novembro;
-a derrota da u.d.l. em casa frente ao marítimo . desgraça total. transfigurei-me;
-a próxima quarta-feira e o lufa-lufa que me espera;
-deadline: dezembro - o projecto vs natal;

-ai...!

-ui...!
-mãos na obra e mãos à obra - dia de alturas e de poeira- literalmnte!
-fade in. agenda;
-xii acaso;
-ccb quarta-f. / ligar beija-flor!
-exchange dance festival;
-w. dança;
-cpf -resultado;
-w. cpc;
-mnac;
-mg;

-fbal - ui!
-:)))))))))))))))));
-algodão doce;
-chocolatinho vaso-dilatante :);
-aniversário da elsa. da patrícia. da natacha. do mano. da lude. e... [nem me quero lembrar];

-contenção nas despesas;
-fcsh. prof.;
-bn;
-porto. cpf;
-artigo in;
-ccb quarta-feira;
-op art sexta-feira;
-anti-estamínico para a urticária provocada pela agenda;





domingo, 4 de novembro de 2007

A ti, que mendigas

ofereço as migalhas que restaram do meu sábado enquanto me fujo para o domingo.
não é uma esmola. é, antes, a falência do meu sentimento e a miséria da minha coragem. fugir é mais cómodo, furar-vidas é tentador, enriquecer à pala das palavras de um ardina de sonhos é muito fácil e para parir pérolas no cu de (um) judas qualquer nem preciso de um mapa mundi - pode ser já ali, ao virar da esquina.
se continuas a recusar este meu modus-ultra-vivendi, continuarás a mendigar e a viver das migalhas que me sobejaram(?). não fosse a minha cobardia ficar-me tão bem queria ser como tu. rica. em quê?. em tudo. que nada tenho.



penúria.

sábado, 3 de novembro de 2007

______. minusculamente [trans]escrevo uma resposta possível em letra tímida


"[...] Sou um homem privilegiado, ouço o mar ao entardecer, que mais posso desejar?
E no entanto, nem estou alegre nem apaixonado, nem me parece que esteja feliz.
Escrevo com um único fim: salvar o dia."

Al Berto

"Ceci n'est pas une" femme ou poupée dans sa chambre, ceci n'est pas ewan, ceci n'est pas la curiosité ou la peure. ceci n'existe pas...




.Ewan McGregor - Dollhouse Disaster 2.

David LaChapelle


.ceci est seulement une image.
plastique. une création artificielle.

"Vais estar à minha espera quando regressar? Responde-me apenas 'sim', com um sorriso! Estou a chegar. Esperas-me?"












.Holiday, 1938.
George Cukor


O meu Janeiro!! O meu Janeiro aproxima-se a um ritmo galopante!! Uma incógnita... um futuro mais-que-perfeito, mais-que-incerto, mais-que-tudo, mais-que-o-meu-contentamento, é o nosso segredo beija-flor! Entretanto, e não contendo a felicidade desavergonhada que em mim fervilha por vê-lo chegar, regressar, começo já a treinar os flick-flacks para regozijo do meu Janeiro. A minha vidinha - "nova em folha". "Só para Janeiro. Eu espero.Esperando-te.Sorrindo-te:). A resposta... é SIM!!"

Gosto&Desgosto#5

gosto:

daqueles que têm a ousadia de viver na luxuriante e vertiginosa pent-house ou na bancarrota dos excessos. dos destemidos que decidiram viver a vida a preto e branco, prescindindido do insípido cinzento. cinzentinho. dos que precisam de viver a vida in extremis para se sentirem vivos e recusam "levar uma simples vidinha" - cinzenta - e orgulhosos da sua avidez quase-diletante, enchem os pulmões do oxigénio das peneiras rejeitando a cobardia de viver a tal vidinha por uma questão de comodidade e preguiça.


irritam-me muito. e por mais que tente... não consigo compreender:


aqueles que apenas se lembram do preto e do branco como cores. e que na verdade nem cores são!. porque o cinzento também constitui a paleta de cores, há que o ter, também, em consideração. a moderação e a ponderação é a melhor apólice de vida. é bem mais seguro. é bem mais sensato. é bem mais... qualquer coisa de positivo... julgava/desejava/ou queria eu...

Gosto&Desgosto#esqueci-me...!

gosto:

dos amigos inteligentes que compreendem que eu não sou assim. e não sou isto. e que a minha vida não é assim. e que a minha vida não é isto. e que eu não sou assim. e que eu não preciso disto.

decepcionam-me:


os amigos burros que pensam que eu não sou assim. e não sou isto. e que a minha vida não é assim. e que a minha vida não é isto. e que eu não sou assim. e que eu não preciso disto.

Gosto & Desgosto#4

tempos ouve em que me deu voltas à cabeça e até gostei da sensação. achava-lhe graça:

escrevo sobre o menino presunçoso que me enviava e-mails julgando-se o destinatário dos posts mais sentimentalóides e melancólicos,
porque acreditava que o meu coraçãozinho latejava ardentemente de amores e de saudades, quando, na mais pura e dura furjisse, foram inteira e alegoricamente dedicados à minha mia.


já não tem graça nenhuma e neste momento só me dá voltas ao estômago:

escrevo sobre os e-mails enviados pelo menino presunçoso que continua a julgar-se o destinatário dos meus posts mais sentimentalóides e melancólicos, estupidamente convencido de que o meu coraçãozinho ainda lateja ardentemente de amores e de saudades, quando, na realidade, são inteira e verdadeiramente dedicados à avó ema, e/ou, à minha mia.

Gosto & Desgosto#3

há quem goste:

do menino que come a lua e vomita estrelas. salpica de claridade um quarto que se queria para dormir, profunda e serenamente, deixando assim, de olhos cegos e apagados os flâneurs noctívagos. [o oftalmologista diz que se trata de uma patologia aguda clinicamente designada de alucinação glaucomática. eu, que nada percebo de ciências médicas nem tenho qualquer interesse em vir a perceber, chamava-lhe outra coisa...


há quem odeie:

o menino que come a lua e vomita estrelas. salpica de claridade um quarto que se queria para dormir, profunda e serenamente, deixando assim, de olhos cegos e apagados os flâneurs noctívagos. [o oftalmologista diz que se trata de uma patologia aguda clinicamente designada de alucinação glaucomática. eu, que nada percebo de ciências médicas nem tenho qualquer interesse em vir a perceber, nada tenho a acrescentar, - nem devo! -, nunca se deve refutar o diagnóstico de uma ciência exacta. infalível...

Discurso directo.

nunca gostei da escrita comprida, perfeita, correcta, escorreita, e completa. com princípio. meio e fim. prosaica. directa. inflexível. impermeável. bem estruturada, racionalmente lavrada ultra-clean, hermeticamente moralizada. refastelada e arrogantemente repousada em linhas directas pautadas - coroadas por pontos finais e parágrafos triunfantes. mimesis da escrita clássica que aspirava ser. não é nem nunca será. por isso é intragável. por isso, cai em desgraça.
cola-se-me à retina do pensamento a escrita truncada, sincopada, indefinida, mastigada e enviesada. poética. a da voz embargada, a do pensamento livre. lírico. aberto.e aberto, vagueante e dissonante, de sabor barroquizante, povoada de reticências.pausa., dissidências,.tempo de escuta. renitências e hipérboles... perdida em atalhos sinuosos e tortuosos, escondidos em becos medievos.abruptos., que se confundem no imbricado do casario. denso.interrompido...sob o emaranhado de cabos eléctricos... gosto do casticismo caótico e das ruelas que de mim e para mim me edifico e me perco. onde me abrigo e protejo. onde
, porém, nem sempre me revejo.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Gostos&Desgostos#2

admiro:

certas futilidades.

não suporto:

a futilidade de certas...

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atraem-me:

homens intelectualmente maduros que sabem conservar o surpreendente, impressionante, delicioso, fascinante, imprevisível e saborosíssimo instinto típico dos putozitos reguilas e mimados.


haja [santa] paciência ou já não há pachorra
ou vá de retro!:


homens
intelectualmente maduros que, felizes e contentes, nada sabem da sabedoria-de-experiência-feito. nada mais são do que tristes, irritantes, redutores e entediantes intelectuais intelectualmente maduros, porém... e tão somente.

__________________________________________________________________...



acredito:

no manel quando me elogia, porque é dos poucos que apregoa de forma destemida a sua devoção pelo sr. alberto joão jardim. só por assumir a sua imbecilidade e o seu mau gosto acredito em tudo o que diz.



finjo acreditar:

no tito, porque, sendo bloquista, os elogios e adulações hiperbólicas que constantemente apregoa a meu respeito, apesar de serem as maiores inverdades e não corresponderem aos meus decorosos e tristes defeitos, diz com tanta convicção que acaba por me convencer, embora seja, repito, tudo tremendamente falso.


nem dou ouvidos:

aos elogios do zé, porque sendo militante do pcp, só consegue ver o mundo através de uma luneta só, negra por sinal, ladeada por duas palas opacas. muito opacas. além do mais, nem ele próprio acredita naquilo que reza. o pobre coitado, ele próprio, consubstancia o princípio da contradição ao não praticar os valores que apregoa. ou seja, ele é a antítese em pessoa. portanto, se ele diz uma coisa, é porque pensa precisamente o contrário. como posso eu acreditar em alguém, - embora já muito pouco convicto dos tais valores e da sua própria existência, verdade seja dita - , finge que acredita e mitiga alguma coisa à procura de qualquer coisa que nem sabe bem o quê... é-o apenas para ser. do contra, também. para ser funcionário público na marinha grande, também. não há pachorra. é que não tenho mesmo paciência. nenhuma. nenhuma pachorra para este tipo de discurso bacoco, que de social e universal tem muito pouco.

____________________________________________________________...

admiro:

pessoas sensatas


não suporto:

pessoas sensatas


admiro:

pessoas pragmáticas


não suporto:

pessoas pragmáticas

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adoro:


aqueles que vivem tão plenamente da matéria de que os sonhos são feitos e de barriguinha cheia vão sobrevivendo e alimentando-se alarvemente do lirismo poético da fantasia, prescindindo da realidade.



detesto:

aqueles que vivem tão plenamente da matéria de que os sonhos são feitos e de barriguinha cheia vão sobrevivendo e alimentando-se alarvemente do lirismo poético da fantasia, prescindindo da realidade.

_________________________________________________________...

acho piada:

aos que assumem que têm cara de pau, sem receio do ridículo e encetam sempre o discurso com a seguinte frase: eu, pessoalmente, acho que, ou então recorrem com frequência a muletas meta-linguísticas germinadas no seio universitário big brotheriano, refiro-me designadamente à seguinte expressão: certas e determinadas coisas, revelando, assim, inconscientemente, a insegurança, deslize e fragilidade da sua própria existência.


sem pio. absolutamente intragável:

aos que assumem que têm cara de pau, sem receio do ridículo e encetam sempre o discurso com a seguinte frase: eu, pessoalmente, acho que, ou então recorrem com frequência a muletas meta-linguísticas germinadas no seio universitário big brotheriano, refiro-me designadamente à seguinte expressão: certas e determinadas coisas, revelando, assim, inconscientemente, a insegurança, deslize e fragilidade da sua própria existência.




Afterimage

Disparou. Tocou. de raspão. quem. Alguém. «foi*».

_- - -__...|.|